
Perfil
Nome: Ally Duchovny
Idade: 17
E-mail: allyduchovny@msn.com
Profissão: escritora, estudante, futura produtora em midia audiovisual, agente secreta...
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Brazil, Rio Grande do Sul, Pelotas, Três Vendas, Portuguese, French, Ally, Female, 16-20, Arquivo X, Teatro e cinema.
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Cuidado: banheiro
Quem vive na cidade hoje em dia sabe que, ao botar os pezinhos para fora de casa, automaticamente corre uma série de riscos. Ao trancar a porta e sair, ficamos em estado de alerta: pessoas estranhas que se aproximam, carros enlouquecidos que brigam por um mísero centímetro de espaço (mesmo que para isso passem a uma distância obscena do seu corpo), nuvens que ameaçam desabar num dilúvio.
Mas há um espaço fora de casa que me deixa mais nervosa do que qualquer aventura na cidade que você possa imaginar...São os famigerados banheiros públicos.
Eu tenho neurose de banheiro. Acho que qualquer coisa de terrível pode acontecer a qualquer minuto, naqueles cubículos mal-separados uns dos outros. Acho que é porque banheiro é lugar de coisas muuuuito íntimas. E acho altamente esquisito compartilhá-los com gente que você nunca viu.
Afinal, o cômodo azulejado cheio de equipamentos hidráulicos é naturalmente um local de completa vulnerabilidade. E se qualquer coisa fora do planejado acontecer, fica difícil resolver a situação ¿ especialmente se você não está em casa.
Será que isso acontece só comigo e é hora de procurar um psicólogo? Ou será que eu não sou a única pobre alma que, ao usar um WC que não o da minha casa, teme intensamente...
Ficar trancada lá dentro
Desde que tive a desagradável experiência de ficar presa num WC na companhia de uma cobra d¿água, há muito tempo numa casa de praia, o trauma se sedimentou. A bem da verdade, esse caso é tão velho que nem me lembro se aconteceu mesmo ou se sonhei. Mas não importa: gritar ¿ei, abram aqui!¿ é mico suficiente para justificar a paúra.
Disparar a descarga
Imagina só aquela água subindo, subindo, subindo até transbordar pelo vaso, enquanto você, desesperado, não sabe se corre ou se tenta estancar a enxurrada com papel higiênico ¿ o que não adiantaria, mas criaria uma massa enorme de papel machê. É um de meus piores pesadelos.
Esquecer a porta destrancada
Nem precisa ser muito aluada: na maioria das vezes, as maledetas portas dos cubículos são desprovidas de trancas mesmo. Aí, você fica naquela contraproducente posição: tem de se esforçar para, a um só tempo, mirar o vaso (sem sentar, caso você seja menina) e segurar a porta. É muita dificuldade para um simples xixi!
Descobrir que não tem papel
Nesse caso, temos duas possibilidades. Se foi, como citado acima, um simples xixi, basta dar uma balançadinha. Não é uma coisa bonita de se fazer, mas na falta de um rolo, fazer o quê? Já se seu uso do banheiro foi para aquele segundo tipo de alívio, aí você está em seríssimos apuros e vai ter de gritar algo pior do que ¿ei, abram aqui!¿.
Usar sabonetes líquidos
Refiro-me aqui a aqueles detergentes de côco terrivelmente diluídos, que alguns banheiros públicos oferecem. Humpf. Como se aquilo fosse mesmo feito para lavar as mãos. A infeliz substância não faz espuma, não importa quantos litros você use, e mesmo assim faz grudar um cheiro de sabão em pedra por dias nas mãos. Horror, horror.
=o)